Mercado de bots busca especialização

Seja no atendimento, na prestação de serviços técnicos ou até mesmo nas vendas, os bots já fazem parte da vida das empresas. Eles estão em quase todos os setores, como seguros, educação, bancos, telefônicas etc. No país, já são 60 mil robôs, segundo o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots 2019, número que revela um crescimento de 275% em relação a 2018. Para quem atua nesse segmento, agora este mercado caminha para o amadurecimento.

Segundo Roberto Oliveira, da Take, o mercado caminha para dois tipos de negócios: o das plataformas, com poucas empresas, e o outro de serviços, com muitos players. Para ele, em um prazo de dois ou três anos, existirá espaço para que ocorra uma consolidação do segmento, principalmente, na área de serviços, que também segue uma tendência de especialização.

“No segmento de serviços, em num médio prazo, acredito que as empresas possam se consolidar, transformando-se em negócios maiores”, aponta o CEO da Take. “No mundo de plataformas, as empresas ainda são novas e estão se desenvolvendo”, acrescenta Oliveira.

Na opinião de Daniel Wildt, diretor de Tecnologia da Zenvia, aos poucos, as empresas começam a ver que não dá para abraçar o mundo, fazendo de tudo. Então, o caminho da especialização aparece como tendência natural para quem quer sobreviver em um segmento com muitos agentes.

“As empresas vão ver em qual nicho vão querer atuar. Elas tendem a procurar a especialização em uma determinada área para oferecer um serviço melhor”, avalia o executivo da Zenvia. Sem conseguir trabalhar com prazo, Wildt também aposta na consolidação dos desenvolvedores, com a união entre empresas.

A edição deste ano do Mapa Brasileiro de Bots catalogou 82 empresas desenvolvedoras da solução. No ano passado, foram 66 empresa, ou seja, de um no para outro o crescimento do número de participantes chegou a 15%.