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Google aproxima busca da linguagem falada

Solução de processamento natural do Google

Assistentes de Voz

Google aproxima busca da linguagem falada

Isso é possível, no Google Assistente, com o emprego de um novo algoritmo que trabalha com o contexto das pesquisas feitas pelos usuários

No lugar das palavras-chave, usar o texto para entender o que as pessoas querem, realmente, quando fazem uma pesquisa na ferramenta de busca. É o que a empresa pretende com o novo algoritmo Bert (Representações Bidirecionais de Codificação de Transformers, na tradução). O objetivo do Google é não só melhorar as pesquisas por texto, mas, sobretudo, aproximar as buscas da linguagem falada via Google Assistente, uma vez que o uso da voz está em crescimento.

Segundo Pandu Nayak, pesquisador e vice-presidente de Busca do Google, o novo algoritmo traz um impacto em 10% e 20% das consultas feitas na ferramenta de pesquisa, de acordo com o idioma. No caso do português, ele conta que um em cada oito buscas são afetadas pelo novo algoritmo. A solução já está disponível em mais de 70 versões do Google Search, inclusive no Brasil.

“Graças aos mais recentes avanços da equipe de pesquisa em compreensão da linguagem – fruto do aprendizado de máquina –, conseguimos melhorar sensivelmente nosso entendimento das consultas dos usuários. É o maior progresso dos últimos cinco anos, e uma das maiores conquistas da história da Busca”, avaliou em um post.

No post, o executivo lembrou que Google começou a usar a técnica Bert, baseada em redes neurais, no ano passado. “Com ela, qualquer pessoa é capaz de ensinar um sistema a responder perguntas da forma mais avançada”, destacou.

“Essa revolução é resultado de pesquisas do Google sobre os chamados transformers – modelos que processam palavras e analisam a relação com os demais termos da frase, em vez de analisar palavra por palavra, na ordem em que estão escritas. Com isso, um modelo Bert leva em conta o contexto no qual determinada palavra se insere, uma vez que considera também as palavras que vêm antes e depois daquele termo. Essa tecnologia é especialmente útil para entender o raciocínio por trás da forma como as pessoas digitam as consultas”, explicou..

O executivo contou que 15% de todas as pesquisas feitas diariamente pela ferramenta são inéditas; ou seja, não possuem informações sobre cliques dos usuários para avaliar os resultados. Isso, de acordo com ele, torna necessário compreender corretamente o que as pessoas querem buscar com o objetivo de melhorar a experiência.

Outros idiomas

Os modelos Bert estão sendo aplicados também a Buscas feitas em todo o mundo. Uma das características mais determinantes desse sistema é sua capacidade de aplicar o que aprendeu numa língua a outros idiomas. Assim, um modelo que aprendeu a partir do inglês (usado em grande parte dos conteúdos da internet) pode transferir esse conhecimento a outras línguas. Isso ajuda a mostrar resultados mais úteis em várias línguas nas quais a Busca está disponível.

No caso dos resumos, disse, o Bert está sendo usado para melhorar a classificação desses resumos em mais de vinte países. “Já observamos melhorias consideráveis em coreano, hindi e português”, observou. Segundo ele, no caso da classificação dos resultados, a tecnologia Bert ajuda a busca a entender ainda mais uma a cada dez buscas feitas em inglês nos Estados Unidos – e, nos próximos meses, também em outros países e idiomas.

“Compreender a linguagem é um desafio constante, que nos incentiva a continuar trabalhando e aprimorando a busca. Queremos melhorar sempre, para compreender o significado de todas as consultas que você faz no Google – e para devolver as respostas que você realmente deseja saber”, acrescentou.

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