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Prêmio estimula criação de skills para pessoas com deficiência

Alexa: agora é desenvolver o ecossistema

Expectativa é que chegada da assistente aumente a percepção sobre a importância da voz no relacionamento com clientes

Cada dia que passa, a Alexa vai aprender mais e mais. O lema faz parte da vida dos integrantes da equipe que cuida do desenvolvimento da assistente de voz, que, hoje, junto com a linha Echo de alto-falantes inteligentes, chegou na versão em português. Por aqui, assim como em outros países, o crescimento da solução dependerá, e muito, de como a Amazon vai formatar o seu ecossistema.

Ainda é muito cedo, claro, para projetar alguma coisa no país, mas pela força da Alexa no mundo, com suas 100 mil skills em uma série de idiomas, a parceria com os desenvolvedores será decisiva. Afinal, quem terá vantagem nesta disputa – leia-se com o Google Assistente, sobretudo – é quem reunir mais capacidade de desenvolver novas e melhores skills.

Para Daniel Deivisson, CEO da Benext, este é um mercado que está apenas no começo aqui no Brasil, mas que terá um crescimento exponencial nos próximos anos. “A chegada da Alexa ao país vai desenvolver mais a percepção de marcas e anunciantes sobre o papel da voz no relacionamento com clientes e consumidores”, comenta.

“A Benext pensa na experiência de voz em primeiro lugar”, acrescenta o executivo da Benext, que tem entre os seus clientes a skill Colgate Kids, que estimula, com um jogo de pergunta e resposta e muitas dicas, as crianças a fazerem a higiene bucal de forma correta.

Na briga pelo mercado de dispositivos, o conteúdo entra como alma do negócio. “A briga entre os dispositivos fixos é para quem tiver mais skills. Ganhará quem melhor estimular o desenvolvimento desse ecossistema”, observa Marcelo Arakaki, sócio-fundador e COO da Blue Lab, para quem a Alexa em nossa língua vai começar a despertar o interesse por assistentes virtuais de voz. “Esta vai ser uma competição também de conteúdo”, acrescenta.

Se a disputa envolve volume e qualidade de conteúdo, a versão em português da Alexa chega com uma boa leva de skills (apps), com jogos para crianças, jogos, para pedido de comida, para pedido de transporte e interação com bancos, entre outras.

A BIA do Bradesco, por exemplo, já interage com a Alexa, permitindo que os clientes usem a voz para tirar dúvidas sobre produtos e serviços, consultar saldo e fazer pagamento de boletos cadastrados em DDA (Débito Direto Autorizado).

Walkiria Schirrmeister Marchetti, diretora executiva do Bradesco, explica que o objetivo sempre foi disponibilizar a BIA onde o cliente estiver para que ele tenha uma experiência natural. “O lançamento da BIA na Alexa é mais um passo dessa estratégia, promovendo a interação de maneira conveniente e intuitiva”, comenta.

Segundo o banco, a BIA, desde a sua implantação em agosto de 2016, já superou a marca de 185 milhões de interações com clientes e funcionários. Desse total, 75% foram realizados nos últimos 12 meses. A solução utiliza o Watson, tecnologia de Inteligência Artificial do Bradesco.

Outro caso de adoção da Alexa em português é a Nestlé, que criou três skills: a Baby&Me, com dicas de nomes e informações sobre o desenvolvimento do bebê durante a gestação; a Ninho Rotinas, em que os pais podem buscar entretenimento infantil e canções de ninar; e o Meu Café, com informações sobre a origem, fatos interessantes e receitas com café.

“Queremos surpreender as pessoas, inovando não apenas em nossos produtos, mas também em serviços. Nossa integração com a Alexa vai oferecer aos nossos consumidores uma variedade de benefícios”, observou Carolina Sevciuc, diretora de Transformação Digital da Nestlé Brasil.

Além de muitas outras skills (apps) – como Show do Milhão, Panelinha da Rita Lobo, iFood, Turma da Mônica, Porta dos Fundos – a Alexa em português traz notícias de uma série de veículos. A lista inclui, por exemplo, G1, Jovem Pan, CBN, Folha, Estadão, Exame e Veja. O usuário também pode acessar músicas disponíveis no Amazon Music, Spotify, Deezer ou Apple Music.

Para Alex Szapiro, VP da Amazon, tudo isso só foi possível devido ao trabalho de um time incansável, talentoso, guerreiro e apaixonado pelo que faz. No Brasil, o trabalho começou ainda no final do ano passado.

“É um time que trabalha duro na busca incessante pela melhor experiência aos nossos consumidores”, escreveu o executivo em um post no seu Linkedin, lembrando da máxima que diz que “a cada dia que passa, a Alexa vai aprender mais e mais!”. E, claro, estimular o desenvolvimento de novas skills.

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