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Assistentes de voz

Assistentes de voz trabalham para ficar mais pessoais e proativos

Objetivo de Google Assistente e Amazon Alexa é ter interações mais naturais, assertivas e fluidas com os usuários

Tornar os assistentes de voz mais pessoais, proativos, úteis e capazes de entender o contexto onde funcionam. Eis a preocupação de Google e Amazon desde a chegada de suas plataformas de voz ao mercado brasileiro. O objetivo, no final das contas, é fazer com que os assistentes tenham uma conversa mais natural, assertiva e fluida com os usuários.

A Amazon tem como um dos pilares no país deixar a Alexa mais inteligente, com o objetivo de entender cada vez melhor o contexto das conversas com os usuários. E tudo com uma linguagem cada vez mais natural e uma conversa mais fluida nas interações.

“O objetivo é ser mais contextual para dar a resposta mais assertiva para aquele momento, ou seja, ser mais proativa a fim de trazer benefício para o usuário”, observa Talita Bruzzi Taliberti, country manager da Alexa no Brasil.

Segundo Marco Oliveira, head of Assistant Partnerships LATAM at Google, uma das prioridades para o país é fazer com que as informações perguntadas nas buscas pelo Google Assistente sejam úteis e confiáveis para os usuários.

O executivo conta que outra preocupação é com o acesso aos conteúdos e serviços do Google e de terceiros. “Muitos dos nossos esforços no Brasil e em outros países tem sido nessa linha. O objetivo é fazer com que as respostas do assistente sejam cada vez mais úteis, tornando o assistente mais inteligente”, comenta.

Além do trabalho para tornar os assistentes de voz mais contextuais, proativos e úteis, Amazon e Google olham outros dois pontos vitais para conquistar mais adeptos no país.

Integração com dispositivos

Um deles é a integração com o maior número de dispositivos possíveis, como TVs, lâmpadas inteligentes, câmeras de segurança, óculos, headphones, entre outros.

O outro ponto é investir no conceito de multimodal, para levar suas experiências com voz – actions e skills – para equipamentos com tela ou sem tela, ou até mesmo no painel dos automóveis.

“Levar a Alexa para o maior número de dispositivos e amplificar suas experiências são outros dois pilares da assistente de voz”, explica Talita. No Brasil, o portfólio da Amazon já soma 15 dispositivos próprios.

Prestes a completar dois anos falando o português, a Alexa já está integrada a mais de 180 dispositivos de uma série de fabricantes. Além disso, já existem mais de 500 produtos compatíveis com a assistente de voz da Amazon.

Com a presença em mais de um bilhão de dispositivos no mundo, o Google também olha o terreno do hardware para o seu assistente de voz. Oliveira conta que o caminho, no entanto, é se apoiar no ecossistema Android, como nos celulares e TVs para casos de uso nas casas.

Marco Oliveira e Talita Taliberti participaram, na semana passada, do NewVoice Summit 2021, no qual falaram sobre as estratégias das plataformas de voz para o mercado brasileiro.

Antes deles falarem o que Google Assistente e Alexa estão fazendo, confira a entrevista que Oliveira fez com Rebecca Nathenson, diretora de Produtos da Plataforma Google Assistente.

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