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Casa inteligente

Casa inteligente entra no dia a dia das pessoas

Pesquisa mostra que 21% dos entrevistados estão mais propensos a comprarem aparelhos inteligentes por conta da pandemia

A familiaridade das pessoas por tecnologias de casa inteligente está em alta. Isso porque cerca de 80% das pessoas já sabem da existência de aparelhos domésticos inteligentes e como usá-los. Esse dado faz parte do relatório The State of the Connected Home 2021 feito pela Tech UK em parceria com a GFK. Para a pesquisa, as empresas entrevistaram mil pessoas do Reino Unido, perguntando sobre a consciência, interesse e comportamento de compra sobre aparelhos inteligentes.

Em comparação com o último levantamento da GFK, feito em 2016, o número de pessoas que afirmam nunca ter ouvido falar sobre casa inteligente caiu de 34% para 20%. Por outro lado, houve um aumento pequeno de pessoas que dizem saber quais produtos comprar para automatizar a casa, subindo para 36%, em comparação com os 34% de 2016. 

Fonte: TechUK e GFK

Segundo a pesquisa, todas as categorias de aparelhos inteligentes tiveram uma alta no consumo. Somente no Reino Unido, houve a compra de 21,8 milhões de dispositivos domésticos inteligentes em 2020, um aumento de 22% em comparação com 2019.

De acordo com dados do levantamento, o mercado global de casa inteligente deve atingir em 2021 a marca dos US$ 78 bilhões, com a possibilidade de crescer para US$ 182 bilhões em 2025. Segundo a empresa, a pandemia da Covid-19 mudou os hábitos das pessoas, preferindo o consumo de produtos voltados para a própria casa. 

Isso se comprova com o relatório da GFK que, segundo os entrevistados, 21% se tornou mais propenso a comprar produtos de entretenimento inteligente durante a pandemia. Entre os dispositivos mais específicos, 19% optou por wearables, 18% por iluminação e energia e 17% por segurança inteligente

Fonte: TechUK e GFK

Segundo a pesquisa, o grupo das pessoas entre 25 e 34 é o que mais compra produtos domésticos inteligentes (61%), seguido das pessoas entre 16 e 24 anos (57%). Além disso, até este ano, 24% dos entrevistados dizem ter mais de três produtos inteligentes, contra 17% em 2020. 

Apesar do aumento nas vendas, o custo continua sendo a principal barreira na compra de dispositivos inteligentes (59%), seguido da privacidade com 51%.

Fonte: TechUK e GFK

Para a TechUK, a popularidade dos aparelhos domésticos inteligentes pode aumentar ainda mais nos próximos anos. Para isso, ela traz uma série de recomendações para que tanto o governo quanto a indústria em geral incentive a implantação de casas inteligentes: 

Primeiramente, tanto as empresas de tecnologia quanto os varejistas devem mostrar para os consumidores os benefícios da casa inteligente, tranquilizando acerca da privacidade e da facilidade no uso.

A segunda é a implantação pelo governo de aparelhos inteligentes nos setores da segurança, energia e clima. Assim, essas tecnologias se tornam parte do cotidiano da população. Já uma terceira recomendação é a existência de interoperabilidade entre os produtos, ou seja, a capacidade de vários aparelhos trabalharem em conjunto. 

Esse terceiro ponto está sendo atualmente implementado com o projeto Matter, que permitirá usar qualquer assistente de voz para controlar os dispositivos de casa inteligente.  

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